Oftalmopediatria e Estrabismo

Um olhar cuidadoso,da infância à vida adulta.

Formação FMUSP, mais de 20 anos de atuação no HC-FMUSP e especialização em Estrabismo. Atendimento humano, para toda a família.

Sobre
Dra. Flavia Luz

Dra. Flavia Luz

Formada pela USP, com mais de 20 anos de atuação no Hospital das Clínicas, a Dra. Flavia Luz une rigor técnico e acolhimento no cuidado com a visão — da primeira infância à vida adulta.

É essa mesma experiência que sustenta a atenção especial aos pacientes pediátricos: reconhecer cedo o que precisa de cuidado, sem pressa e sem alarde.

Dra. Flavia Luz em atendimento

Formação

  • Graduação: Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)
  • Residência em Oftalmologia: Hospital das Clínicas – FMUSP
  • Título de especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia
  • Especialização em Estrabismo pelo Hospital das Clínicas – FMUSP

Atuação

  • Oftalmologista do H.C. da Faculdade de Medicina da USP — +20 anos de experiência
  • Chefe do Estrabismo, Hospital do Servidor Público Estadual

Registro

CRM 97400 · RQE 41453

📍

Rua Sabará, 566 – Conj. 173 – 17º andar
Higienópolis, São Paulo

🚗

Há estacionamento no local (1ª entrada à direita do prédio).

Sala de Espera

Dúvidas comuns sobre a visão.

Um pouco de leitura antes ou depois da consulta — perguntas que aparecem com frequência no dia a dia do consultório.

Para adultos sem queixas, o recomendado é uma avaliação a cada 1 a 2 anos. Quem já usa óculos, tem mais de 40 anos, diabetes ou histórico familiar de glaucoma deve manter acompanhamento anual — muitas alterações não dão sintoma no início.

Visão embaçada de perto ou de longe, dor de cabeça no fim do dia, cansaço ao ler ou usar telas e a sensação de "forçar a vista" são os sinais mais comuns. Vale uma reavaliação mesmo que o grau pareça o mesmo — a armação e a lente também importam.

Catarata é a opacificação natural do cristalino, mais comum com o envelhecimento. Visão embaçada, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite são sinais de alerta. A cirurgia é indicada quando isso já atrapalha as atividades do dia a dia — não existe pressa artificial, cada caso tem seu momento certo.

O glaucoma costuma avançar sem sintomas até estágios já avançados, e o dano à visão que ele causa não tem volta. Por isso o exame de rotina — não a espera por sintomas — é o que realmente protege, principalmente depois dos 40 anos ou com histórico familiar.

Tela não causa dano permanente à visão, mas causa fadiga ocular digital: olho seco, ardência e visão embaçada temporária. A regra prática é 20-20-20 — a cada 20 minutos de tela, olhe para algo a 20 pés (~6 metros) de distância por 20 segundos.

Olho seco tem várias causas — de ambientes com ar-condicionado a tempo de tela, uso de lentes de contato ou alterações hormonais. Colírios lubrificantes de venda livre ajudam no início, mas se o incômodo é constante vale investigar a causa numa consulta.

Pode, sim — principalmente dor de cabeça que piora ao longo do dia, associada a leitura ou telas, e melhora com descanso. Grau não corrigido e desequilíbrios de foco entre os dois olhos são causas comuns. Vale investigar antes de tratar só a dor.

Sim, é recomendado. A retinopatia diabética pode se desenvolver silenciosamente e é uma das principais causas de perda de visão evitável. O acompanhamento costuma ser anual, mas o intervalo ideal depende do tempo de diagnóstico e do controle glicêmico — isso se define em consulta.

Para os pais

Sobre a visão das crianças.

As perguntas mais frequentes de quem chega aqui com um filho pequeno.

O ideal é uma primeira avaliação entre 9 e 12 meses, mesmo sem nenhum sinal de alerta — muitas alterações visuais na primeira infância não aparecem sozinhas. Depois disso, o acompanhamento costuma seguir no início da vida escolar e sempre que houver dúvida.

O oftalmologista pediátrico tem métodos próprios para avaliar a visão de bebês e crianças que ainda não verbalizam, observando reflexos, fixação do olhar e resposta a estímulos. Não é preciso esperar a criança "saber explicar" pra fazer a avaliação.

Piscar em excesso pode ter causas simples — olho seco, alergia, cansaço — ou ser um sinal a investigar, como esforço visual não corrigido. Se for frequente ou persistir por mais de algumas semanas, vale uma avaliação.

O tempo de tela em excesso está associado ao aumento de casos de miopia infantil, principalmente quando reduz o tempo ao ar livre. Não é preciso eliminar telas, mas equilibrar com pausas e atividades a céu aberto faz diferença real.

Aproximar demais de livros e telas, franzir os olhos pra enxergar longe, esfregar os olhos com frequência, dor de cabeça ou queda no rendimento escolar podem indicar dificuldade visual — vale investigar antes de rotular como "desatenção".

Ambliopia é quando um dos olhos se desenvolve com visão mais fraca porque o cérebro passa a "preferir" o outro. Quanto antes é identificada — idealmente ainda na primeira infância — maior a chance de reverter, porque a janela de desenvolvimento visual é limitada.

Nem sempre — bebês pequenos podem ter desvios oculares intermitentes que são normais nos primeiros meses. Mas se o desvio persiste depois dos 4-6 meses, ou aparece de forma constante, é sinal de investigar.

Não. Muitos casos são tratados com óculos, tampão ou exercícios ortópticos, e a cirurgia entra como opção quando esses recursos não resolvem o desvio. A avaliação individual é o que define o caminho — não existe protocolo único.

Pode, sim — e é uma causa subestimada. Uma criança que não enxerga bem o quadro ou cansa rápido ao ler pode parecer desatenta ou com dificuldade de aprendizado quando, na verdade, o que falta é corrigir a visão.

Não existe um número mágico igual pra todas as idades, mas a orientação geral é: quanto menor a criança, menor o tempo de tela, sempre com pausas regulares e prioridade para brincadeiras ao ar livre — que também protegem contra a miopia.